| Retornando para as casas ... |
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O CAMINHO É ESTE!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Todos com Frei Gilvander - Também denunciamos: Feijão de Unai contaminado com agrotóxicos
Frei Gilvander escutou a denúncia e colheu algumas informações de usuários da marca Feijão Unaí utilizando-se do direito da livre manifestação, do direito a informação e atendeu ao apelo da Campanha da Fraternidade 2011: “Fraternidade e Saúde Pública”, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.
É de conhecimento público que o uso indiscriminado de agrotóxicos, no meio popular rural chamado de veneno, se tornou objeto de inúmeras reportagens, pesquisas científicas e documentários, tendo causado grandes problemas para a saúde de muita gente, inclusive com comprovação científica de ser uma das causas do vertiginoso número de pessoas com câncer no Brasil. Cf. o Filme-Documentário O VENENO ESTÁ NA MESA, do cineasta Sílvio Tendler, também disponibilizado na internet, no youtube.
A matéria do vídeo divulgado traz uma grande preocupação com a saúde das pessoas que vivem na região de Unaí pelo excesso de utilização de veneno nos alimentos, entre os quais, o feijão. O vídeo fala do feijão que foi enviado para a merenda escolar de uma determinada escola e que as cozinheiras ao iniciaram o preparo do feijão não suportaram o mau cheiro e os sinais de veneno contidos no feijão, chegando, inclusive a passarem mal. Que este processo vem se repetindo, chegando ao ponto de até já ter que jogar o feijão fora e que este feijão tem a marca “feijão Unaí”.
Um Relatório da Câmara dos Deputados afirma que “A incidência de câncer em regiões produtoras de Minas Gerais, que usam intensamente agrotóxicos em patamares bem acima das médias nacional e mundial, sugere uma relação estreita entre essa moléstia e a presença de agrotóxico”.
Em Minas Gerais, justamente na cidade de Unaí, está sendo construído um Hospital do Câncer conforme pode ser visto em:http://www.youtube.com/watch?v=pBoc847Z134, pela malsinada ocorrência volumosa desta doença na região Noroeste de Minas Gerais.
Segundo os dados apresentados na Ausculta Pública que foi realizada em UNAÍ pela Comissão Parlamentar, revelaram no documento da CAMARA FEDERAL, que já estão ocorrendo cerca de 1.260 casos/ano/100.000 por habitantes. A média mundial não ultrapassa 400 casos/ano/100.000 pessoas.” Ou seja, se não houver uma redução drástica no uso de agrotóxico, daqui a 10 anos, poderá ter na região noroeste atendidos na cidade de Unaí, mais de 12.600 pessoas com câncer, sem contar o grande número de pessoas que já contraíram essa moléstia grave.
Nesse sentido, se observar bem a narrativa do vídeo apresentado por Frei Gilvander, há apenas depoimentos de consumidores da marca Feijão Unaí revelando o mau cheiro no feijão característico de uso de agrotóxicos. Não há uma narrativa de cunho difamatório, senão apenas informativa em que pessoas dizem sua opinião e o que pensam sobre o dito feijão.
Porque foi dito isso na entrevista e apresentada a marca do feijão, a Empresa responsável/proprietária do Feijão Unaí não só processou o Frei Gilvander e os responsáveis do Google e Yootube, como o juiz de Unaí, do Juizado Especial Cível, responsável pelo processo, decretou a prisão preventiva de Frei Gilvander, caso não seja retirado o vídeo da internet dentro de cinco dias.
O Estado democrático de direito em que vivemos nos garante o direito de livre expressão e de informação, assim como o sagrado direito a saúde. Um vídeo como este que pretende alertar as pessoas para o cuidado com o veneno nos alimentos, chegou ao cúmulo de se transformar em um processo no qual a empresa alega ter sofrido “danos materiais” e “danos morais”, de haver sido vítima de “difamação” e para completar, o juiz cível decreta a prisão do frei e dos diretores do Google e do youtube, que, inclusive, já apresentaram defesa dizendo que no vídeo não nada de ilícito, que o vídeo se trata de reportagem, de informação, o que está assegurado pelas leis brasileiras. Por isso o Youtube nem frei Gilvander não retiraram o vídeo do ar
Conclamamos apoio e ampla divulgação desse Manifesto, considerando que tal processo e decisão judicial é uma ofensa ao Estado democrático de direito, uma violação do direito fundamental de livre manifestação e de informação, assim como uma ameaça à saúde pública visto que o vídeo é um importante alerta não só para as pessoas que vivem na região de Unaí, MG, mas para toda a população brasileira.
Assista ao vídeo acessando:
http://www.youtube.com/watch?v=uOrtJVd-A0Q&feature=relmfu
Assinam esse Manifesto:
Comissão dos Direitos Humanos da OAB/MG
Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH
Conselho Estadual dos Direitos Humanos de Minas Gerais - CONEDH
Brigadas Populares
CUT-MG – Central Única dos Trabalhadores
SINDUTE-MG
SINDIELETRO-MG
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MG
Comissão Pastoral da Terra – CPT/MG
SINDPOL/MG – Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais
MLB – Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas
AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros
MTD – Movimento dos Trabalhadores Desempregados
SINDÁGUA-MG
PSOL-MG
Prof. José Luiz Quadros de Magalhães, Dr. Direito Constitucional, prof. UFMG E PUC-MINAS
Patrus Ananias, ex-Ministro do Ministério do Desenvolvimento Social
Deputado Federal Padre João Carlos, da Subcomissão Especial sobre o Uso dos Agrotóxicos e suas Consequências à Saúde na Câmara dos Deputados
Willian Santos, presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-MG
Grupo de amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
Centro de Cooperação Comunitária Casa Palmares
Rede de apoio e solidariedade as ocupações
Conselho da Comunidade na Execução Penal de Belo Horizonte
Comunidade Dandara
RENAP – Rede Nacional de Advogados Populares
IPDMS – Instituto de Pesquisa, Direito e Movimentos Sociais, MG
Programa Pólos de Cidadania da UFMG
Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais
MOCECO
Comissão de Meio ambiente do bairro Havaí e Adjacências
Ana Maria Turolla
Vereador Adriano Ventura – Partido dos Trabalhadores/BH
RECID – Rede de Educação Cidadã, MG
Fórum Mineiro de Direitos Humanos
Osmar Resende – Libertos Comunicação (Movimento LGBT)
Mídia, Comunicação e Direitos Humanos
Instituto de Direitos Humanos – IDH
Fórum Mineiro de Direitos Humanos
Comitê Estadual de Educação e Direitos Humanos – COMEDH
terça-feira, 16 de outubro de 2012
20 anos de peregrinação em defesa do rio São Francisco
Divulgação: Articulação Popular São Francisco Vivo
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Pesquisadores anunciam a ‘extinção inexorável’ do Rio São Francisco
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/
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sábado, 22 de setembro de 2012
UM AREIÃO DE SE PERDER!
Os pequizeiros que dominam o Areião receberam os romeiros, e com eles comungaram o direito de viver e continuar alimentando pessoas e águas. Uma mistura de esperança e alegria.
Sob as suas sombras houve tempo para troca de idéias, brincadeiras, descanso ...
Muitos falaram. Firmes, denunciaram o desmatamento, a grilagem, a omissão. E demonstraram esta firmesa na defesa do Areião, do Piquizerão, do Tamanduá. RESEXs que estão na pauta para serem criadas.
O poder público saiu de seus escritórios em Brasilia e foi ao Areião. Escutar e falar. O povo ouviu!
E pediu explicações. É urgente a criação das RESEX Areião Vale do Guará e Tamanduá.
A cobiça dos empresários, dos fazendeiros, das firmas ligadas ao complexo siderúrgico - florestal é imensa.
E, no dia da árvore, o cerrado protesta ... chega de monoculturas !!!!
sábado, 15 de setembro de 2012
Presidenta Dilma mantém tortura de comunidades extrativistas na região Norte de Minas Gerais
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
. . . A OPÇÃO PELA DESTRUIÇÃO
As minas eram tantas, aqui, acolá, eram gerais. Assim os paulistas se referiam, quando em suas entradas e bandeiras, iam encontrando as catas de ouro, diamante, nas vastas regiões de montanhas do que veio a ser denominado, a seguir, de Minas Gerais. Por isso, Minas Gerais. Mas, a exploração das minas não teria ocorrido sem os gerais. Quando a mineração de ouro foi cavando seus primeiros buracos, o minério não teria subsistido se não tivessem quem o catasse, quem os cavasse. E para assim acontecer, quem os catasse, quem os cavasse, estes precisavam de alimentos. De Comida. Foi a partir dos gerais, dos “baianos” que, subindo o rio São Francisco, veio o alimento. Ainda antes das minas. Estes iam plantando em suas margens as fazendas de gado, principalmente, nas vastas planícies e planaltos de caatinga, de mata seca, dos cerrados. E, com as fazendas, com o povo miúdo, as roças, as lavouras, as criações, a Comida. Assim, desde o começo, o nome emblemático de Minas Gerais toma outro sentido. Enquanto uma parcela dos ocupantes se preocupava com a exploração minerária, nas MINAS, outros se ocupavam com a produção de alimentos, nos GERAIS. Os gentios, os índios que aqui viviam eram estorvo, principalmente quando eles resistiam ao trabalho escravo, quando eles resistiam à ocupação branca de suas terras. Mas, com eles os baianos aprimoraram o cultivo da terra, com eles conheceram o milho, a mandioca, as abóboras, os feijões, o abacaxi, a pesca, os animais de caça, as plantas de cura. E, não podemos esquecer ainda neste primeiro parágrafo, que as minas de ouro, de diamante podiam ser exploradas porque das montanhas de Minas também minava água. Muita água.
O tempo passando, as minas de ouro, diamante, exauriram, então, brancos, negros, mestiços, foram em busca de outras formas de viver. Adentraram pelo sertão. Foi quando a economia agrícola e pastoril forjou a ocupação das montanhas, das planícies e dos planaltos de Minas Gerais. Mas, quando no século seguinte, estamos falando agora do século XX, o Brasil faz a opção pela industrialização, a riqueza mineral do subsolo de Minas Gerais desponta como mais uma possibilidade econômica. Possibilidade que vai tomando conta não apenas da economia, como também da política, e, a seguir, de uma quase totalidade. Minas Gerais passa a ser pensada quase que exclusivamente a partir de Minas. Dos Mineiros. Dos Gerais, nada muito mais que os votos. Os vastos gerais e seus povos são encobertos. Surgem, muitos anos depois, pelos surtos de seca, dos flagelados, forjados então pelo manto da miséria, da fome. Toda uma rede de clientelismo, do coronelismo, formados neste período, subsiste de forma conveniente, aos interesses dos mineiros.
O tempo passa, pouco muda. O período FHC cede espaço para o período Lula. Com ele a esperança de outro Brasil, um Brasil de todos. O Brasil muda, o país mudou. Mas, sustentar a mudança não é uma tarefa fácil. O crescimento econômico é a mola que mantêm o sonho do consumo. Todos consumindo. Automóveis, televisão, computadores, geladeira, ar condicionado, refrigerantes, garrafas pet, celulares ... Os buracos da era do ouro e do diamante desaparecem frente às crateras que vão consumindo montanhas e mais montanhas... As águas de Minas vão minguando, sujas e contaminadas, precisam ser captadas cada vez mais distante. Os alimentos, estes, vão sendo produzidos de forma industrial, embalados pelos fertilizantes químicos, agrotóxicos, e agora, transgênicos, a mais nova modernidade. Mas, as montanhas de Minas não estão sendo suficientes. Vão então em busca das montanhas dos Gerais. As serras do Espinhaço, que corta os Gerais, é a nova fonte de cobiça. Vale, Eike Batista, MMX, Carpathion, são os grupos dos mineiros, que nem de Minas mais são, encarregados de levar a boa que chamam de nova.
Hoje, não temos mais dúvidas nenhuma que precisamos mudar. Todos já estamos sabendo que o clima no mundo está mudando, rapidamente. Todos sabemos que este estilo de vida que sustenta o crescimento não tem condições de se manter. Não sabemos? Sabemos sim. O país mudou! Mudou? Minas Gerais, mudou! Mudou? Mudou nada. Infelizmente, a opção está sendo pela destruição. Destruindo as minas de água que hoje, todos sabemos, são fundamentais, o mais importante de tudo. Destruindo os povos dos gerais. Sim, aqueles que são conhecidos como geraizeiros, vazanteiros, Xakriabá. Povos que souberam conviver com os ecossistemas, que ainda tem esta sabedoria, conhecimento que se torna fundamental neste momento em que tudo é norteado pela capacidade de consumo. Consumo assentado na destruição. Mas, embalados pela inércia, continuamos no mesmo caminho. É mais fácil, afinal, o sistema funcionando é mais fácil. É como se não fosse com a gente. Apenas noticiário de televisão. As enchentes, as secas, as queimadas, a radioatividade, os alimentos contaminados. Damos a nossa contribuição fechando um pouco mais as torneiras, separando o lixo reciclável, para tudo continuar na mesma. Até quando chegar à nossa porta. Então, não teremos mais para onde fugir. Não teremos mais como fugir.
Ah, estão falando do decrescimento. Eu ouvi. Você já ouviu?
Carlos Alberto Dayrell
Montes Claros, 11 de setembro de 2011


